terça-feira, 10 de agosto de 2010

Como ter sucesso ao investir em imóveis na planta

Por: Flávia Furlan Nunes
03/08/10 - 18h17
InfoMoney


SÃO PAULO – O aquecimento do mercado imobiliário, a alta oferta de crédito e os resultados não tão animadores de outras modalidades de investimento têm feito com que muitos brasileiros apostem na compra de um imóvel na planta como forma de aplicar seu dinheiro.

Esta era a aposta de pessoas que já atuavam no mercado e tinham familiaridade com o assunto. Porém, tem atraído um público diferente, desde quem está começando agora a aplicar o dinheiro, como jovens bem-sucedidos na carreira, até quem está querendo diversificar os investimentos, como os aplicadores de bolsa que não estão tão felizes com os resultados de suas ações.

Porém, investir em imóvel na planta não é para qualquer um, já que o valor inicial ou a entrada pode ser alto. Então, alguns não conseguem ter acesso a este mercado. “É indicado para quem tem um dinheiro guardado já. Você não encontra em São Paulo um apartamento por menos de R$ 150 mil”, afirmou o sócio diretor da Vitacon Participações, Alexandre Lafer Frankel, que indica o investimento para diversificação. “Todo mundo deveria ter pelo menos 30% em imóveis, porque traz segurança”.

Compra e venda
De acordo com Frankel, ao comprar um imóvel na planta, normalmente 25% de seu valor é pago até a entrega das chaves, o que pode demorar cerca de dois anos a dois anos e meio. Depois disso, o restante pode ser quitado à vista ou financiado. "Se esse imóvel, por 24 meses, valorizar 25%, o investidor pode ganhar o dobro do valor investido”, explicou.

Um exemplo: pense em um imóvel de R$ 100 mil, em que você paga R$ 25 mil até a entrega das chaves. Restam R$ 75 mil para quitar. Porém, se o imóvel valorizou 25% desde o fechamento do contrato até a entrega, ele passa a valer R$ 125 mil. Se conseguir vender por este preço, você poderá quitar os R$ 75 mil e ainda sobrará R$ 50 mil, o dobro do que havia desembolsado (R$ 25 mil). “Existem algumas comissões e o imposto de transferência de imóvel, que deixa um pouco deste valor no meio do caminho”, ponderou.

Ele lembra que a pessoa pode tentar vender o imóvel antes da entrega das chaves, porém, se ele não conseguir vender, terá de arcar com a unidade até o final. É por isso que ele disse que o mais seguro é a pessoa já ter um bom valor guardado. “Outro risco é de a construtora quebrar, mas hoje a lei protege mais o comprador”, disse.

Compra e locação
A compra de um imóvel novo também pode ser feita pelo investidor para ingressar no mercado de locação. “Muita gente compra para locar, porque o prédio novo vem com itens mais modernos, então vai haver uma maior procura”, argumentou Frankel.

Porém, é preciso ter dinheiro para arcar com o valor do apartamento e para mobiliar, após a entrega das chaves. De acordo com o sócio diretor da Vitacon, normalmente os investidores buscam ter, como retorno, algo em torno de 0,6% a 1% do valor do imóvel. “Quando compra na planta, se o imóvel valoriza, o aluguel também valoriza, podendo chegar a 1,2% do preço pago pela unidade, o que significa que se atinge uma renda bem melhor”.

E o que determina essa valorização do imóvel? “Tudo é oferta e demanda”, destacou Frankel, sobre o que determina se uma unidade vai valorizar mais do que outra. Hoje, se consegue uma valorização de mais de 20%. As unidades menores podem aumentar mais de preço, porque, mesmo assim, o valor total ainda é acessível para aqueles que têm mais renda.

“São Paulo, por exemplo, tende a se transformar em cidades como Londres, Tóquio e Nova York, em que o preço dos imóveis fica tão caro que as pessoas preferem uma unidade menor e bem localizada, até mesmo por causa do trânsito também. E tem um público single com tendência de crescimento”, ressaltou, dizendo ainda que eles optam por unidades menores.

O que analisar?
Mas, para fazer uma boa aquisição de um imóvel na planta, seja para venda, seja para locação, é preciso atentar a alguns cuidados. Confira abaixo:

1 - Localização: O bairro tem demanda? Qual a renda dos moradores? Há capacidade de valorização, com a perspectiva de construção de metrô? Existe uma boa infraestrutura?

2 - Liquidez: O imóvel será facilmente vendido ou é uma unidade muito cara? Quanto menor o preço da unidade e sua metragem, mais fácil a comercialização.

3 - Projeto: A apresentação do empreendimento é boa? Ele tem quesitos de segurança? Quais os itens de lazer? Possui serviços pagos (lavanderia, arrumadeira e outros)?

“Mas nada disso adianta sem uma boa localização. Tudo gira em torno da localização. No Jardins, em que a demanda é alta, a probabilidade de compra também é alta, então tem tendência de ser um bom investimento”, ressalta Frankel.

Ele ainda disse que, se o imóvel for para locação, é mais importante adquiri-lo próximo a universidades, grandes centros comerciais e metrô, onde é possível encontrar um público que está de “passagem” pela cidade, seja para fazer uma faculdade de cinco anos, seja para realizar um trabalho com prazo determinado. Porém, se for para venda, pense em locais em que famílias poderiam gostar, próximo de boas escolas, por exemplo.

Por: Flávia Furlan Nunes
03/08/10 - 18h17
InfoMoney

Na Grande SP, imóveis de dois dormitórios representaram 40% das vendas em maio

SÃO PAULO – Os imóveis com dois dormitórios lideraram as vendas em maio na Região Metropolitana de São Paulo e se destacaram nas comercializações da capital paulista.

De acordo com pesquisa do Secovi (Sindicato da Habitação), foram vendidos 1.657 imóveis de dois dormitórios no quinto mês do ano na região metropolitana. O número equivale a 40% dos 4.149 imóveis comercializados em maio na Grande São Paulo.

Considerando apenas os imóveis comercializados na capital paulista, os de dois dormitórios representaram cerca de 23,3% dos 1.949 imóveis vendidos. Para o Secovi, essa diferença deve-se à falta de planejamento urbano.

“Mais uma vez fica clara a necessidade de revisar a legislação urbanística no município de São Paulo, que dificulta a viabilização de moradias voltas à classe média emergente”, considerou, por meio de nota, o economista-chefe do sindicato, Celso Petrucci.

Além dos imóveis de dois dormitórios, os de três dormitórios entraram na lista das preferências na Grande São Paulo. Em maio, o segmento representou 34,2% das unidades vendidas. Já imóveis de quatro dormitórios representaram 18,1% do total de imóveis comercializados.

Vendas caem
Seguindo o mesmo ritmo de vendas da capital paulista, que registrou queda de 51% em maio, as comercializações na Grande São Paulo também caíram (-46,3%). Foram vendidas 4.149 unidades no quinto mês do ano, contra 7.728 um mês antes.

De acordo com o estudo, apenas a cidade de São Paulo representou 47% das vendas e as outras 38 cidades da região registraram 53% de participação.

O indicador VSO (Vendas sobre Oferta), que mede a relação do total de unidades vendidas e a oferta de imóveis novos no mês, aponta que o ritmo de comercialização atingiu 15,7% na Região Metropolitana, índice menor que o registrado em abril (26,2%).

O desempenho na Grande São Paulo em maio foi inferior ao da capital paulista, cujo VSO ficou em 16,7% no mês, contra os 25,3% de abril.

Lançamentos
De acordo com relatório divulgado pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos), em maio, o volume de lançamentos foi maior que o número de imóveis vendidos. No mês, 4.592 moradias foram lançadas.

Contudo, considerando o acumulado deste ano, de janeiro a maio, a situação é inversa: ocorreram 23.381 lançamentos, mas 28.674 unidades foram vendidas – um deficit de 5.293 imóveis entre os dois indicadores.

Fonte: Infomoney
Por: Camila F. de Mendonça
06/08/10 - 10h29